Rao Godinho


Nascido e criado em Belém do Pará, Rao Godinho começou seu interesse pelas artes ainda na infância, como ele mesmo diz: "cresci numa casa onde a arte é muito presente... Desde criança ficava encantado, viajando com as imagens do Luiz Braga, que hoje é uma das minhas maiores influências”.

Em 2008 foi fazer faculdade de Tecnologia Naval no interior de São Paulo, mudança e curso que propiciariam a criação de boa parte do seu acervo fotográfico. Nas primeiras férias em Belém, com vontade de mostrar para os amigos as belezas da cidade, começou a procurar detalhes, paisagens e pessoas que nunca tinha reparado antes, a fim de obter imagens peculiares que melhor caracterizassem o lugar. Desde então se encantou com a arte que pode ser extraída do cotidiano das pessoas mais simples em momentos mais simples ainda, mas não menos especiais.

E, dentro dessa brincadeira, fez a foto “Carambela”, premiada em Nova Iorque, sendo selecionada para compor a exposição comemorativa ao Dia Mundial da Água em 2013, na ArtExpo NY. Ela também entrou para o acervo do MIS (Museu da Imagem e do Som) de Campinas, sendo selecionada no concurso “O Fim dos Clics?” em 12/12/12, como uma das fotos que merecem ser vistas antes que o mundo acabe. Em Cabo Frio fez as duas primeiras exposições, sendo a 1ª no Espaço Cultural Nossa Arte e a 2ª, na casa de cultura da cidade, Charitas, em outubro e novembro de 2012, respectivamente. Além de uma mais um edição com novas fotos no Espaço Cultural The NINE, em Belém (PA), sendo matéria em vários jornais, inclusive capa dos cadernos culturais dos dois maiores jornais do Pará. Em 2015 a exposição viajou para Florianópolis - SC, onde, devido ao sucesso, foi estendida por mais um mês, ficando fevereiro e março no Museu da UDESC. Em maio, voltou para Belém, onde foi exibida no Centro Cultural do Carmo. Em 2014 começou a participação como fotógrafo parceiro do movimento Slow Food Internacional, quando teve fotos relacionadas a cultura e gastronomia tradicionais expostas na Itália, dentro do Salone del Gusto – Terra Madre, além de publicações na revista alemã VIB - Very Important Brazilians.

Diana, uma amiga, fala sobre o que sente ao ver as fotos: “Vejo uma singela grandeza nas tuas fotos. Acho legal esse teu olhar fotográfico. Te faz parecer mais humano”. Tainá Khalarje ainda completa sobre a obra de Rao: "São fotografias de perceptos e afectos. Cada foto é um banho de vida e Amazônia. Estão dimensionadas em tempo e espaço interior”. Em 2013, no Rio de Janeiro, ao fotografar despretensiosamente o grupo de músicos de rua El Cuarteto Del Amor (Uruguai) num fim de tarde em Ipanema, ao enviar as fotos aos músicos, recebeu como resposta o maior elogio de toda sua vida: “As melhores fotos da história do grupo! Obrigado, GÊNIO DA ALMA!”.